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O que podemos aprender com o Japão em termos de Alimentação?

Recentemente, participamos do Festival do Japão em Minas e, como nas edições anteriores, enchemos o nosso stand com muitas cores e sabores. Foram três dias intensos, durante os quais pudemos divulgar o nosso trabalho e contribuir para uma alimentação mais saudável de centenas de pessoas que prestigiaram o nosso stand.


O Japão é um dos países mais longevos do mundo e acredito que muito disso se deva ao estilo de vida e à alimentação. Claro que o Japão é um país que está se reinventando e se, de um lado o país é um super convite aos alimentos 'instagramáveis', às modinhas e todo tipo de ultraprocessado, por outro, há todo um esforço para preservar os saberes tradicionais. Essa antítese esteve muito presente no Festival. Fiquei de certa forma chocada ao ver uma pessoa com uma embalagem que trazia a foto em tamanho real de uma espiga de milho. Enquanto ela fazia as fotos e vídeos para postar, fiquei tentando adivinhar o que haveria lá dentro. Uma espiga de milho cozido? Ledo engano: era uma espécie de massa doce recheada com doce de feijão.


Não tenho filhos, mas fiquei me perguntando se é esse tipo de alimento que chega todos os dias à vida dos jovens de hoje e que, no futuro, aparecerão como cozinha afetiva ou comfort food. Quando eu era criança/ adolescente, a comida era feita com ingredientes de verdade que a minha avó descascava, cozinhava, curtia, temperava... então, hoje, quando participo de um festival de cultura japonesa, faço questão de levar não só os produtos que normalmente a gente faz na Deli Chat (geleias, conservas, chás) como algum item que me conecte a essas raízes. Levamos este ano, por exemplo, onigiri e mochi. Ambos redesenhados pelo fato de estarem embalados, mas tradicionais em seu modo de preparo. Foi lindo receber manifestações de niseis e sanseis dizendo que os sabores lembraram suas mães ou avós.




Fique bem claro, portanto, que é deste Japão que estou falando. O tradicional e o que vive nas minhas memórias e na minha imaginação. Esse é um Japão que me ensinou, por exemplo, que comida japonesa é muito mais do que sushi e sashimi. É lindo, para mim, ir a um Festival como esse e ver tantos outros itens da cozinha japonesa sendo divulgados! Karê, onigiri, takoyaki hummmmmmm! Bom demais!


No Japão, a refeição ideal é composta por arroz, alguma proteína (peixe, principalmente), uma sopa (normalmente a de misô) e três acompanhamentos ou conservas vegetais. Eles são mestres das conservas e utilizam a fermentação ou algum ingrediente fermentado para adicionar sabores, complexidade e saudabilidade em cada refeição.


O chá, principalmente o Chá Verde puro ou combinado com outros ingredientes, é presença obrigatória na vida de um japonês. É uma bebida que traz inúmeros benefícios à saúde e que eles chegam, inclusive, a colocar na tigela com arroz, peixe e vegetais, num preparo chamado Ochazukê. Cresci vendo meus avós e minha mãe fazerem isso e achava meio estranho. Hoje, compreendo que o chá verde ajuda a melhorar a digestão das gorduras, reduz a absorção de açúcares e retarda o envelhecimento.


O jeito tradicional de beber chá no Japão e outros países asiáticos é usando as folhas soltas. Você até encontra chás japoneses em saquinho, mas não faz parte do jeito tradicional de ser. Afinal, preparar chá é algo levado muito a sério por lá. Talvez por isso, tenha sido a feira na qual a gente mais vendeu nossos blends, principalmente os de Chá Verde e os de Cacau.




Japoneses, também, usam e abusam de ingredientes ricos em umami: cebola, pescados, cogumelos, algas marinhas e (de novo) o chá verde. O umami é o sabor que faz a gente querer continuar comendo e que, se bem empregado, ajuda a reduzir o consumo de sal.


Finalmente, um ensinamento fundamental do comportamento japonês é o Hara Hachi Bu. Sabe aquela sensação de empanturrar-se? Pois é. Japonês não faz isso. Ele para de comer quando percebe que está quase satisfeito. O resultado? Evita o ganho de peso e melhora a digestão. Por isso, é fundamental a presença total na hora de se alimentar. Deixar o celular de lado. Esquecer o trabalho e distrações. Comer devagarzinho e botar pouca comida no prato de cada vez também ajudam.


Anotou as dicas?

  • Alimentação equilibrada

  • Conservas

  • Alimentos fermentados

  • Umami

  • Chás

  • Parar de comer antes de sentir o estômago cheio


Mais uma dica? Ano que vem tem Festival do Japão em Belo Horizonte e, tudo dando certo, a gente vai estar lá de novo! Te esperamos!

 
 
 

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